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Livraria Saraiva: diretoria renuncia aos cargos, em semana de fechamento de todas as lojas físicas

Livraria Saraiva: diretoria renuncia aos cargos, em semana de fechamento de todas as lojas físicas


Rede está em recuperação judicial desde 2018, depois de não ter conseguido renegociar dívidas com fornecedores. Empresa vai manter o funcionamento exclusivamente pelo e-commerce. Livraria Saraiva no shopping Iguatemi Esplanada, em Sorocaba (SP)
Book de Lojas Saraiva/Reprodução
A Livraria Saraiva anunciou nesta sexta-feira que seu presidente e vice renunciaram aos cargos, na mesma semana em que a empresa revelou o fechamento de todas as suas lojas físicas. A notícia foi confirmada por comunicado ao mercado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Uma referência do mercado editorial, com lojas enormes e catálogo variado, a Saraiva decidiu nesta semana manter o funcionamento apenas no e-commerce e demitir todos os funcionários da operação presencial.
Nesta sexta, Jorge Saraiva Neto, que é membro do Conselho de Administração da Saraiva, renunciou aos cargos de diretor-presidente e diretor de Relações com Investidores (RI). Já Oscar Pessoa Filho deixou de ser diretor vice-presidente da empresa. Ambos alegaram questões de foro íntimo.
No lugar de Saraiva Neto, Marta Helena Zeni assume as posições de diretora-presidente e de Relações com Investidores.
O posto de Pessoa Filho como vice-presidente será ocupado por Gilmar Antonio Pessoa.
A rede está em recuperação judicial desde 2018, depois de não conseguir renegociar dívidas com fornecedores. Na ocasião, a companhia informou que tinha dívidas no valor de R$ 675 milhões.
No vídeo abaixo, relembre reportagem de 2018 da GloboNews sobre o pedido de recuperação judicial:
Saraiva, maior rede de livrarias do país, entra com pedido de recuperação judicial
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Histórico
A Saraiva foi fundada em 1914 em São Paulo pelo imigrante português Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva. Funcionando próxima à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1917, passou a editar livros jurídicos.
A expansão da rede começou na década de 1970, com a abertura da segunda loja, na Praça da Sé. Na década seguinte, lojas foram abertas em shoppings e em outros estados do país.
Segundo a companhia, os negócios começaram a perder ritmo em 2014, com a estagnação da economia do país. À época, a Saraiva afirmou que o faturamento foi impactado pela greve dos caminhoneiros e pela Copa do Mundo, pelo desabastecimento de fornecedores de telefonia e tecnologia, e por problemas na implementação do novo sistema interno de gestão.
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Fonte: G1

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