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Agricultura de baixo carbono no mercado nacional

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Por Luiz Antonio Pinazza 
Engenheiro Agrônomo – agronegócio e sustentabilidade
O processo de regularização do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), conhecida como mercado de carbono, prossegue no Congresso Nacional (CN). O Projeto de Lei (PL) 412/2022 aprovado no Senado (PL) em 04/10 nesse momento está em tramitação na Câmara dos Deputados. Existem pontos relevantes em análise, sujeito às opiniões opostas. É o caso da emenda de exclusão das atividades primárias da agropecuária no cumprimento das regras do SBCE.

Dada a participação expressiva do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, chama atenção o fato das empresas desse setor ficarem fora do SBCE. O motivo se concentra com relação as metodologias e métricas disponíveis para mensurar as emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). O estabelecimento de regras customizadas à realidade brasileira representa oportunidade vantajosa para quem atua no mercado nacional. Será uma questão de negociação diplomática no mercado internacional.
De acordo com levantamento do MapBioma, no Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG/OC), a vegetação nativa cobre quase dois terços do território nacional. Dessa área, cerca um quarto estão em terras privadas, com 130 milhões de hectares. Além disso, vale ainda frisar que entre 1985 e 2022, a área de vegetação nativa reduziu em 96 milhões de hectares.   

A grandeza desses números dá ideia do quanto representará o papel do SBCE sobre das terras privadas no Brasil, bem como a sua fundamental importância na agenda das mudanças climáticas do mundo. As empresas nacionais e estrangeiras interessadas em descarbonizar as suas cadeias de produção poderão acessar créditos de carbono oriundos desse patrimônio florestal majestoso. 
Enquanto as declarações de renomadas autoridades, governantes e cientistas alertam sobre as perdas e danos causados eventos climáticos nas mais diversas partes do planeta, urge a aplicação de medidas de mitigação. É nessa emergência que serão imprescindíveis os projetos potenciais das Soluções Baseadas na Natureza (SBN), como são chamados na União Europeia. É aí que entrará as práticas da Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do Brasil.
 

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Fonte: Agrolink

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