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USDA projeta tombo no trigo brasileiro

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Com base nas informações divulgadas na Circular da Produção Agrícola Mundial (WAP/USDA), a estimativa da produção de trigo no Brasil para a safra 2023/24 é de 9,8 milhões de toneladas. Essa estimativa representa uma redução de 0,5 milhão de toneladas, ou 5%, em relação ao mês anterior e uma queda de 8% em comparação com a safra recorde do ano passado.

A área colhida está projetada em 3,4 milhões de hectares (ha), o que se mantém inalterado em relação ao mês anterior e reflete um aumento de 10% em comparação com o ano anterior. No entanto, o rendimento esperado é de 2,88 toneladas por hectare (t/ha), indicando uma queda de 5% em relação ao mês anterior e uma redução significativa de 16% em relação ao recorde do ano anterior.
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A colheita de trigo está avançada, atingindo quase 70% de conclusão no estado do Paraná, que é o segundo maior produtor de trigo do Brasil. A colheita começou neste mês no Rio Grande do Sul, o maior estado produtor de trigo do país. No entanto, a temporada teve desafios climáticos significativos. Até o final de agosto, as condições climáticas eram favoráveis, mas um evento de geada e tempestades com ventos fortes e chuvas volumosas afetou o estado do Rio Grande do Sul.

Além disso, as chuvas recordes continuaram até o final de setembro no Rio Grande do Sul. Isso resultou em solos encharcados que dificultaram a aplicação de fertilizantes, limitando o desenvolvimento das raízes e o perfilhamento das plantas. Em algumas regiões do estado, os registros de chuva ultrapassaram os 700 milímetros.
Essas condições climáticas desafiadoras impactaram a produção de trigo no Brasil para a safra 2023/24. A redução na estimativa de produção reflete os desafios enfrentados pelos agricultores de trigo devido ao clima adverso.

A umidade excessiva, aliada a altas temperaturas, promoveu patógenos fúngicos em ambos os estados, reduzindo rendimentos e qualidade do grão.
Recentemente a Agência Estadual de Estimativa para o Paraná (DERAL) reduziu as estimativas de rendimento do trigo no estado para 2,95 t/ha devido à pressão de doenças fúngicas causadas pelo calor e umidade elevadas. No Rio Grande do Sul, a Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (EMATER-RS) estima uma redução de 14% no rendimento em relação às estimativas iniciais. O rendimento no estado do Rio Grande do Sul poderia ser ainda menor, considerando que o grande volume de chuvas ocorreu durante as fases sensíveis da reprodução.


O relatório ainda apresenta uma redução de 16% no rendimento médio total na safra de 2023/23 em relação à anterior, caindo do recorde de 3,43 t/ha em 2022 para 2,88 t/ha na safra atual. Talvez a condição só não seja pior, devido ao aumento de 0,3 milhões de hectares em relação à safra anterior. 
Material elaborado pelo metereologista, Gabriel Rodrigues com revisão de Aline Merladete.
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Fonte: Agrolink

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