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Petroleira árabe faz oferta de R$ 10,5 bilhões à Petrobras por controle da Braskem

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A empresa estatal de petróleo de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) encaminhou à Petrobras uma oferta não vinculante, no valor de R$ 10,5 bilhões, para comprar a parte da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem, maior petroquímica no país.
A Petrobras disse que a proposta ainda será avaliada. “Vale destacar que não houve qualquer decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração em relação ao tema”, informou a estatal brasileira.
A Braskem é composta pela Novonor, a principal acionista que detém 38,3% do capital total, pela Petrobras, com 36,1% e por sócios minoritários, que somam os outros 25,6%. Ou seja, a disputa pela Novonor é também pelo controle da Braskem.
Como segunda maior acionista, a Petrobras tem preferência na aquisição. Caso decida por isso, terá controle da maior petroquímica do país.
Em maio, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse que a decisão está nas mãos do presidente Lula. O BNDES é um dos bancos credores da Braskem, ao lado de instituições como Bradesco, Itaú e Santander.
Fontes ligadas ao setor se mostraram preocupadas quanto à possibilidade de a Petrobras fazer uso de seu direito de preferência e se tornar controladora da Braskem. Uns pelo risco de monopólio na cadeia e outros pelo histórico de ingerência política na Petrobras em outras gestões do petista.
A Braskem é a principal fornecedora de resinas termoplásticas da indústria petroquímica no Brasil. Ela produz químicos básicos que são usados na produção de plástico.
A oferta da Adnoc foi não vinculante (ou seja, não é oficial ainda), sendo assegurado à Novonor, após o fechamento da transação, uma participação minoritária representativa de até 3% do total de ações de emissão da Braskem atualmente, o que implica em uma valor de R$ 37,29 por ação.
O montante de R$ 10,5 bilhões seria pago metade em dinheiro, diretamente às credoras da Novonor no fechamento da operação, segundo Fato Relevante da Braskem. Os outros 50% seriam em dinheiro e pagos em títulos com prazo de sete anos.
A proposta ainda dependeria da conclusão do processo de “due diligence” na Braskem para avaliar eventual exercício de “tag along” (o direito de preferência), bem como de novo acordo com acionistas da Petrobras e da situação da extração de sal em Maceió, Alagoas.
A extração de sal-gema pela empresa ao longo de quatro décadas teria provocado o afundamento do solo em cinco bairros da capital alagoana em 2018, afetando aproximadamente 50 mil pessoas.
A Adnoc já tinha feito uma oferta, em maio. Porém, daquela vez foi através de um consórcio com a gestora norte-americana Apollo.
Em junho, a Unipar, segunda maior petroquímica brasileira, ofereceu aproximadamente R$ 10 bilhões, ou R$ 36,50 por ação, totalmente em dinheiro, numa proposta que pode ser estendida aos demais sócios.
Também estão na disputa os irmãos Batista, donos da JBS, que já tiveram proposta recusada anteriormente.
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Fonte Gazeta do Povo

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