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Dólar sobe e Ibovespa cai, de olho no quadro fiscal e após declaração de Powell sobre juros nos EUA

Dólar sobe e Ibovespa cai, de olho no quadro fiscal e após declaração de Powell sobre juros nos EUA


Moeda norte-americana avançou 0,69%, cotada a R$ 4,9409. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira recuou 0,12%, aos 119.034 pontos.
bearfotos/Freepik
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (9), com o mercado de olho no quadro fiscal do país e repercutindo a aprovação da reforma tributária no Senado.
No cenário externo, os investidores reagiram aos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda.
Veja abaixo o dia nos mercados.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Dólar
A moeda norte-americana subiu 0,69%, cotada a R$ 4,9409. Veja mais cotações.
Na véspera, o dólar teve alta de 0,66%, vendido a R$ 4,9071 — encerrando uma sequência de cinco quedas. Com o resultado de hoje, passou a acumular:
alta de 0,69% na semana;
queda de 1,98% no mês;
recuo de 6,39% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa recuou 0,12%, aos 119.034 pontos. Na máxima do dia, chegou a 120.257 pontos.
No dia anterior, o índice teve uma leve queda de 0,08%, aos 119.177 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular:
alta de 0,40% na semana;
alta de 4,85% no mês;
alta de 8,11% no ano.

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Os investidores estavam aguardando as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre os rumos da política monetária dos Estados Unidos.
Na tarde desta quinta-feira, ele afirmou que as autoridades do Federal Reserve “não estão confiantes” de que a taxa de juros esteja alta o suficiente para encerrar a batalha contra a inflação.
O chefe do Fed também disse que o BC norte-americano “está comprometido em alcançar uma postura de política monetária que seja suficientemente restritiva para reduzir a inflação para 2% ao longo do tempo”. E alertou: “Não estamos confiantes de que alcançamos essa postura.”
“Se for apropriado apertar ainda mais a política monetária, não hesitaremos em fazê-lo”, disse, em uma conferência de pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A sinalização de Powell gera reflexos sobre a bolsa brasileira e a cotação do real. Na prática, juros mais altos nos Estados Unidos significam, entre outros pontos, migração de investimentos para títulos públicos norte-americanos e fuga de dólar, com consequente pressão sobre o câmbio.
Isso acontece porque esses títulos (Treasuries) são considerados os investimentos mais seguros do mundo. Quando eles passam a render mais, é normal que haja uma saída dos investidores de outros países — sobretudo os emergentes — como o Brasil.
No cenário doméstico, os investidores seguem de olho no quadro fiscal e repercutindo a aprovação, na quarta-feira (8), da reforma tributária no Senado. Agora, o texto volta para a Câmara dos Deputados, já que senadores modificaram alguns pontos aprovados anteriormente pelos deputados.
Mesmo sem data marcada para votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) disse ao blog da Andréia Sadi que vai colocar a reforma tributária para votação pelos deputados “assim que chegar” na Casa.
Segundo o blog da Ana Flor, pelo menos dois senadores mudaram de voto entre terça-feira (7) e na quarta (8), na apreciação da reforma tributária, depois de receberem um telefonema do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-presidente pressionou para que os parlamentares se posicionassem contra o texto.
Os senadores Hiran Gonçalves (PP-RR) e Mecias de Jesus (Republicanos-RR) foram favoráveis à matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ou na quebra de interstício no plenário da Casa. Nesta quarta-feira, confidenciaram a colegas que Bolsonaro havia feito a cobrança por telefone.
Já na China, os dados do governo divulgados hoje trouxeram uma queda de 0,2% em outubro no índice de preços ao consumidor (IPC) na comparação anual. O percentual representou um recuo acima do consenso de economistas que esperam uma variação negativa de 0,1%.
Os preços ao produtor caíram 2,6%, praticamente em linha com os 2,7% projetados por analistas. O dado sinaliza uma desaceleração nas compras por parte de empresas.
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Fonte: G1

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