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Agro é alvo potencial de crimes digitais

Agro é alvo potencial de crimes digitais

“Neste contexto, a resiliência cibernética é crítica para a sustentação do setor de agronegócios"
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Um estudo realizado em 2023 revelou que o agronegócio tornou-se um alvo preferencial das gangues digitais, enfrentando cerca de 10% dos ataques de ransomware. Este setor, essencial para a economia global, é intrinsecamente sazonal, demandando uma operação contínua para garantir colheitas e produção de carnes. Jadielson Nascimento, Gerente de Vendas do Setor Privado da Hillstone Brasil, alerta para a vulnerabilidade do agronegócio diante dessas ameaças cibernéticas.

Além de visarem bloquear o acesso aos Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (ERPs) que sustentam os processos produtivos, os criminosos digitais agora têm como alvo a complexa infraestrutura de rede das empresas do setor. O uso corriqueiro de tecnologias como redes LoRa, Internet das Coisas (IoT), robótica, drones e sensores de sistemas de informação geográfica (SIG) cria uma organização digital e virtual que mapeia detalhadamente as operações no campo. Isso significa que um ataque pode afetar desde a operação de máquinas agrícolas automatizadas até a gestão de dados sensíveis relacionados à produção, estoques, logística e informações financeiras.
Em um mercado global cada vez mais complexo e protegido, onde a reputação de uma empresa e de um país desempenha um papel crucial na aceitação de produtos agropecuários, a cibersegurança emerge como uma coluna de sustentação dos negócios. Jadielson destaca que, ao sofrer um ataque cibernético, a marca da organização é imediatamente prejudicada, abrindo espaço para concorrentes ganharem terreno.
“Neste contexto, a resiliência cibernética é crítica para a sustentação do setor de agronegócios. Como as fazendas operam em ciclos de 24×7, a demanda por segurança, comunicação e suporte é ininterrupta. As empresas exportadoras, em especial, costumam sofrer ataques precisos, que visam desestabilizar a produção e macular o valor da marca dos mercados globais. Foi isso que aconteceu com a JBS em 2021. Ao final do dia, a empresa pagou o resgate de 11 milhões de dólares para retomar o controle de seus sistemas”, comenta.

“A blindagem contra esses males pode começar com a adoção de um firewall next generation em HA (alta disponibilidade) conectando, com equipamentos de portes variados, toda a rede da empresa de agronegócio. Em alguns casos, é necessário proteger, também, redes ligadas à logística dos produtos (por exemplo, caminhões refrigerados) e até mesmo ao varejo – há várias marcas com lojas próprias”, conclui.
 
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Fonte: Agrolink

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