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Britânica que se juntou ao Estado Islâmico em 2015 perde no tribunal tentativa de recuperar cidadania

Britânica que se juntou ao Estado Islâmico em 2015 perde no tribunal tentativa de recuperar cidadania

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Shamima Begum, uma britânica que viajou para a Síria em 2015 para se juntar ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), teve negado o seu recurso contra a decisão do governo do Reino Unido de revogar a sua cidadania por motivos de segurança nacional.
Segundo informações da BBC, uma Corte de Apelação rejeitou nesta sexta-feira (23) por unanimidade os argumentos da defesa de Begum, atualmente com 24 anos, que alegava que a medida do governo era ilegal, em parte porque não levava em conta que ela poderia ter sido vítima de tráfico humano.
Filha de pais bengaleses, Begum nasceu no Reino Unido e foi uma das três garotas de Londres que viajaram para a Síria em 2015 para apoiar o grupo terrorista islâmico. De acordo com a BBC, a britânica, que tinha apenas 15 anos na época, viveu por mais de três anos sob domínio do grupo terrorista, onde casou-se com um holandês membro do EI e teve três filhos, todos mortos.
Ela foi encontrada cerca de quatro anos depois de se juntar ao grupo terrorista, em 2019, em um campo localizado no norte da Síria. O fato ocorreu logo após a derrota do EI. Desde que foi encontrada, Begum vive na Síria em um campo de refugiados onde, segundo seus advogados, sofre com casos de fome e doenças.
A equipe de defesa de Begum afirmou que vai continuar “lutando” até que ela obtenha “justiça” e possa voltar para casa com “segurança”, pontua a BBC. No entanto, os juízes da Corte de Apelação descartaram completamente todos os argumentos de Begum, uma rejeição significativa que, segundo a rede britânica, pode afetar sua capacidade de recorrer à Suprema Corte inglesa.
O governo do Reino Unido disse que está “satisfeito com a decisão” da corte e que sua prioridade é “manter a segurança do país”. Conforme informou a BBC, uma porta-voz do primeiro-ministro Rishi Sunak disse que o governo “sempre tomará as medidas mais fortes possíveis para proteger a segurança nacional” e que nunca toma decisões de “remover a cidadania [de um indivíduo] de forma leviana”.
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Fonte: Gazeta do Povo

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