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Oposição articula CPI da Ilha do Marajó para investigar abuso sexual infantil

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Os deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pretendem apresentar requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as denúncias de exploração e abuso sexual infantil na Ilha do Marajó, no Pará. Até o momento, o pedido já conta com 93 assinaturas (veja mais abaixo). Para que o pedido seja formalizado, são necessárias, no mínimo, 171 assinaturas.
A investigação sobre exploração sexual de crianças e adolescentes na região do Marajó já foi alvo de outras CPIs no Congresso Nacional, como a CPI da Pedofilia em 2008, e a CPI de Abuso e Exploração de Crianças e Adolescentes entre 2012 e 2014.
Como parte dos depoimentos colhidos pela CPI de 2014, consta um da Coordenadora da Comissão de Justiça e Paz, do Regional 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil — CNBB, irmã Marie Henriqueta, confirmando os casos de exploração sexual na Ilha do Marajó. Ela relata o caso de crianças que vão vender óleo nas balsas e não retornam, sendo apreendidas por exploradores sexuais.
Denúncias de exploração sexual de crianças e tráfico de pessoas menores de idade na Ilha de Marajó, no Pará voltaram à tona nesta semana, após a repercussão de uma música da cantora Aymeê com o título “Evangelho de fariseus”.
Na letra, a cantora cita os problemas sociais e ambientais na ilha amazônica: “Enquanto isso, no Marajó/ O João desapareceu / Esperando os ceifeiros da grande seara / A Amazônia queima / Uma criança morre / Os animais se vão / Superaquecidos pelo ego dos irmãos”.
A canção repercutiu pelas redes sociais, após a cantora se apresentar na semifinal do programa “Dom reality”, competição musical entre artistas do universo gospel, com transmissão no YouTube, na última quinta-feira (15). Depois da apresentação, Aymeê fez um breve relato das tragédias e crimes que ocorrem em Marajó.
“Marajó é uma ilha a alguns minutos de Belém, minha terra. E lá tem muito tráfico de órgãos. Lá é normal isso. Tem pedofilia em nível hard. As crianças de 5 anos, quando veem um barco vindo de fora com turistas (a jovem se interrompe)… Marajó é muito turístico, e as famílias lá são muito carentes. As criancinhas de 6 e 7 anos saem numa canoa e se prostituem no barco por R$ 5”, afirmou Aymeê.
O anúncio feito pela cantora reacendeu o debate sobre os casos de prostituição e pedofilia que já foram denunciados desde 2006 e até mesmo pela ex-ministra dos Direitos Humanos, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Com a retomada do assunto, artistas e influenciadores lançaram a campanha #justicaporMarajo pelas redes sociais cobrando alguma solução para os crimes. Porém, na época que Damares denunciou os casos ela foi chamada de “louca” e criticada por artistas.
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Fonte: G Bahia

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